Prezados associados, funcionários e colaboradores da Sociedade Hípica de Campinas.

Neste mês de maio foi recolhido na rua Buriti, pela Unidade de Vigilância de Zoonoses de Campinas, um morcego caído na calçada. Enviado para exames, foi confirmado que o animal era portador do vírus da raiva.

A doença apresenta dois principais ciclos de transmissão: urbano e silvestre, sendo o urbano passível de eliminação, por se dispor de medidas eficientes de prevenção, tanto em relação ao ser humano, quanto à fonte de infecção.

Afinal, quem são os morcegos?

Morcegos são mamíferos. Os únicos que tem a capacidade de voar. São animais com hábitos noturnos, permanecendo em seus abrigos durante o dia. Não são cegos e têm um excelente sistema de localização por sonar, um sexto sentido.

Existem diversas espécies de morcegos, porém nos centros urbanos, predominam os que se alimentam de insetos, frutas, néctar e pólen. De mais de 1000 espécies existentes, apenas três são hematófagas, isto é, se alimentam de sangue. Estas habitam as zonas rurais e se alimentam principalmente do sangue de grandes animais como bois e cavalos.

Importância ecológica

Os morcegos, ao contrário do que muitos pensam, não são pragas. São importantíssimos para o equilíbrio ecológico, pois são predadores de insetos, polinizadores de plantas e disseminadores de sementes. Cerca de 500 espécies de plantas têm suas sementes disseminadas pelos morcegos e aproximadamente 1000 espécies são polinizadas por eles., além disso, são animais silvestres e protegidos por lei, portanto sua captura ou extermínio é crime.

A raiva

Nem todos os morcegos são infectados pelo vírus da raiva, porém todas as espécies podem transmiti-la, independente do seu hábito alimentar.
A raiva é uma doença causada por um vírus eliminado na saliva dos animais mamíferos infectados. Até o momento não existe cura para esta doença letal, por isto a prevenção é muito importante.

Orientações

- Em casos de acidentes causados por morcegos, cães, gatos, gambás, saguis, bois, cavalos ou contato direto com morcegos, lave o local com água e sabão e procure imediatamente um centro de saúde.

- Mantenha seus animais de companhia vacinados contra raiva anualmente e durante os passeios, procure utilizar guias e coleiras.

- Caso encontrem quaisquer animais de companhia, como cães e gatos, ou animais silvestres como gambás, saguis e raposas mortos ou com sintomas de raiva, como dificuldade de se locomover, salivando, andar cambaleante ou paralisados, entrar em contato imediatamente com o UVZ (Unidade de Vigilância de Zoonoses).

- Caso encontrem morcegos nas seguintes situações: caídos, mortos, pendurados em local com incidência direta de luz ou ativos durante o dia, comuniquem o UVZ para que o animal seja recolhido enviado para análise de raiva.

- NUNCA toque em um morcego.

Dúvidas e informações:

Unidade de Vigilância de Zoonoses: (19) 3245-1219 / 3245-2268

Vigilância em Saúde Leste (19) 3212-2755


Atenciosamente,
Diogo Siqueira – Médico Veterinário
Roberto Teixeira Mendes – Diretor de saúde e ambiente

 

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