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No início de uma Campinas industrial, 113 homens, apaixonados por hipismo, reuniram os melhores cavaleiros do estado de São Paulo para o primeiro grande evento do esporte na cidade, em 1948. A I Exposição e Concurso Hípico aconteceu no dia 12 de outubro, no Hipódromo Campineiro, no bairro do Bonfim, e alvoroçou o município. A ideia dos organizadores era marcar a criação de uma sociedade hípica em Campinas e difundir o esporte pelo interior.

Hoje, 70 anos depois, a Sociedade Hípica de Campinas (SHC) é uma das maiores do esporte hípico no Brasil. Referência de qualidade em cavaleiros profissionais e amadores, o clube sedia anualmente um Concurso de Salto Nacional (CSN) 2*, hoje considerado um dos mais importantes da categoria. Neste ano, a competição acontecerá entre os dias 3 e 7 de outubro e terá um significado especial: a celebração do septuagenário do clube.

O clube tinha as competições nacionais de salto Rockwell e H. Stern nas décadas de 1970 e 1980, mas, depois, passou a sediar apenas torneios estaduais. Após mais de três décadas sem fazer o CSN, a Hípica voltou a realizar o concurso em 2011. E, em 2016, com a reforma da pista de areia principal, o clube voltou a ser um dos melhores do esporte hípico no Brasil. A obra seguiu as normas da Federação Equestre Internacional (FEI) e elevou a pista ao nível dos grandes circuitos mundiais.

Chancelado pela Confederação Brasileira de Hipismo (CBH) e uma das principais competições da Federação Paulista, o CSN da Hípica de Campinas já recebeu cavaleiros de fama internacional, como Doda Miranda, Athina Onassis, José Roberto Reynoso Fernandez, seu filho, José Roberto Reynoso Fernandes Filho e Cesar Almeida..

“O CSN da Hípica é um concurso importantíssimo. A Hípica sempre foi um clube muito simpático e agradável aos cavaleiros. Existe uma disputa grande para saltar aqui. E, depois da reforma da pista, isso se reforçou ainda mais. Hoje, o clube vive uma de suas melhores fases”, explica Ismar Augusto Ribeiro Neto, o “Duto”, experiente cavaleiro da SHC.

Duto compete pela Hípica há 50 anos e afirma que viveu os momentos mais importantes de sua carreira no CSN. “Um dos episódios que me marcaram foi a aposentadoria do Novac Scorpion Método, cavalo do Guto Negrão. Meu filho (Renato Ribeiro) montava neste cavalo. O Guto foi uma pessoa muito importante na carreira dele”, conta Duto.

Para a amazona e técnica Vanessa Blaauw, o concurso representa suas raízes na Hípica. Vanessa participa de diversos torneios brasileiros e internacionais, mas explica que competir no clube no qual começou a montar sempre tem um “sabor” especial. “Aqui foi o lugar onde comecei e aprendi de fato a montar. É uma alegria ver a Hípica novamente entre os melhores clubes de hipismo”, lembra Vanessa.

 

 

CSN 2018

O CSN 2018 receberá aproximadamente 350 animais, 150 tratadores e todo o pessoal de apoio necessário para os quatro dias de prova. A competição, que abre as comemorações dos 70 anos da SHC, é toda organizada pelos funcionários do clube, principalmente pela equipe do Departamento de Hipismo.

O diretor de Hipismo da Hípica, Carlos André Mendes Gargantini, explica que, apesar de ter um custo alto, o evento atrai bons patrocinadores e arrecada uma receita importante com inscrições. “Nos últimos dois anos, o CSN de aniversário da Hípica foi um evento muito rentável, não só financeiramente, mas também para a imagem e a valorização do clube”, diz Gargantini.

O desenhador de percurso do CSN 2018 será o experiente armador internacional Anderson Lima. “Ele foi o responsável por torneios importantes, como o FEI Furisyyia Nations Cup Final, em Barcelona, e os Jogos Olímpicos do Brasil”, diz o diretor.

Uma das novidades desta edição serão as provas de cavalos novos, que farão parte da Copa Nacional de Cavalos Novos, da Associação Brasileira de Criadores de Cavalos de Hipismo (ABCCH). A competição terá, ainda, provas nas categorias de Salto Iniciante, com a participação de crianças e jovens.

 

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História

Foi em um domingo de sol do dia 12 de outubro de 1948 que um público ávido por eventos sociais assistiu à apresentação dos 30 cavaleiros na I Exposição e Concurso Hípico, em Campinas. Os obstáculos da prova foram preparados pelo general Antônio da Silva Rocha e pelo major Joaquim de Mello Camarinha, o então presidente da FPH. O prefeito de Campinas na época, Miguel Vicente Cury, cortou a fita comemorativa, que deu início à exposição após o discurso de abertura do general Rocha. O último atleta a se apresentar foi Arcilio Martins, às 16h, que montou o cavalo Danúbio.

Ao final da competição, o Conde Guilherme Prates, entusiasmado, pediu a palavra e anunciou a ideia da fundação de um clube hípico em Campinas. A Sociedade Hípica de Campinas foi criada oficialmente no mesmo mês, após três outras reuniões. Os pioneiros da fundação foram Alfred Stawley Dawe, Hélio Moraes de Siqueira, Guilherme Herculano Pompêo de Camargo, Francisco José Monteiro Salles, Múcio Drumond Murgel, Luis Antônio Pompêo de Camargo, Jose de Campos Sales e o Major Job de Figueiredo.

 

 

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