2ª via de boleto
 

Fusão da alta gastronomia clássica com a de vanguarda. Ambiente refinado, que alia a preservação das memórias aos traços contemporâneos. Arte nos pratos, nas paredes, no mobiliário e até no jardim. Muito aguardado, o retorno do Restaurante Lareira, na Sede Social da Sociedade Hípica de Campinas, ocorrerá amanhã, ao meio-dia, trazendo essa união de conceito em torno do mais elevado nível da gastronomia atual, sob a batuta do chef Diego Lopez.

Campineiro e sócio do clube, Lopez conhece como poucos o público e, com afinco, rege o novo desafio atento aos mínimos detalhes – das normas da vigilância ao garimpo dos ingredientes – para fazer história naquele que é um espaço estimado por todos que os frequentam há décadas.  

“Quero que o Lareira seja como receber amigos em minha casa. Cresci aqui [no clube], tenho muitas pessoas queridas e desejo que elas se sintam bem no restaurante”, diz Lopez. Pensando nisso, ele preservou as nuances clássicas que guardam muitas histórias, porém inseriu elementos modernos para “elevar” esteticamente. “Quantos casamentos e bailes de debutantes foram feitos aqui? Enfim, momentos importantíssimos na vida de cada um. Isso tinha de ser mantido, mas também é legal inserir outros elementos mais modernos”, afirma, citando o estilo rococó do gesso, que parece sempre ter pertencido ao local.

Na cozinha, o mestre-cuca tem como parceiro o souschef Joseba Palácios. Juntos, eles prometem elaborar belos cardápios usando, em alguns casos, a tecnologia avançada, como a impressora 3D para a pesquisa de alimentos e técnicas da linha molecular. Todavia, as receitas de família também serão bem-vindas. Lopez pretende implantar um programa de “receitas familiares dos sócios”, promovendo a interação entre as partes.

Conectada ao restaurante, chegam também – e com força total - as artes plásticas. A intenção é de que, a cada mês, um artista exponha suas obras, a começar pelos quadros de Erika Mello, que abrem o projeto exaltando as influências do cordel e das cores fortes. Mais do que isso, haverá uma conexão entre as obras e os pratos. Esse caso, por exemplo, sugere a introdução de elementos nordestinos no menu, uma vez que o cordel tem grande desenvolvimento nessa região do país.

O chá inglês típico foi mantido e será servido às quartas e quintas,  a partir das 16h30, antecedendo os jantares. Já para quem gostar de tomar aperitivos com bebidas mais, digamos, quentes, o bartender Renan Ferreira, oferece coquetelaria clássica, como gim tônica, dry martini e bloody mary, mais os drinques autorais oriundos de uma mixologia vanguardista.

Ainda sobre bebidas, há chop, cervejas artesanais, destilados e uma adega com capacidade para 400 garrafas – por ora, recheada de aproximadamente 50 rótulos. Para acompanhar tudo, som ambiente, ora com DJ, ora com músicos de modo a abranger todos os gostos.

 

O CHEF

Aos 37 anos, Lopez acumula um currículo vasto. Trabalhou em restaurantes com três estrelas no Guia Michelin como Martin Berasategui, Arzak - ambos em San Sebastián, na Espanha, The Fat Duck (Bray, na Inglaterra) e Hotel Residenz Heinz Winkler (Aschau im Chiemgau, na Alemanha), além do Restaurante Acqua (Juquehy, no litoral paulista), Fundació Alícia (Món Sant Benet, na Espanha) e Gastronomique Food & Beverage Operations (São Paulo, no Brasil). 

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