2ª via de boleto
 

Há alguns anos, a Hípica gastava muito dinheiro em energia elétrica, principalmente no horário de pico, das 18h às 21h, período em que a tarifa é mais cara. Para diminuir os custos, após estudo feito pelo departamento Comercial, foi instalado um sistema de fornecimento complementar, com geradores a diesel. Naquela época, esse modelo era o mais adequado a nosso perfil, tanto tecnológica quanto economicamente, e possibilitou uma grande economia. Basicamente, a energia do clube, no horário de pico, era fornecida por esses geradores para evitar a compra na distribuidora, que tem os valores mais caros nesse período.

No entanto, com o aumento da demanda de energia no clube, em 2017, houve a necessidade de comprar mais um gerador. Pensando nesse alto investimento, a Diretoria Executiva foi pesquisar alternativas. A opção que se mostrou mais interessante, foi a de adquirir energia no mercado livre.

Desde que o sistema de fornecimento de energia do clube mudou do mercado cativo para o livre, a Hípica conseguiu uma economia mensal de até 20%. A migração foi feita em setembro do ano passado, após uma análise de pacotes oferecidos pelas empresas e do consumo médio de energia nas dependências da Hípica. Em janeiro, por exemplo, o clube economizou 20,4%, uma diferença de R$ 17,5 mil em relação ao valor que seria cobrado no sistema cativo. Já em fevereiro, a economia foi de 18%, um montante de R$ 15,3 mil. Com base nesses valores, a expectativa é de que, em um ano, o clube economize R$ 190 mil.

O diretor comercial da Hípica, Eduardo Cabral fez uma pesquisa entre as várias fornecedoras para checar qual ofereceria o pacote mais adequado ao clube. Após uma análise das propostas recebidas, a empresa escolhida foi a Votorantim Energia. Cabral disse que, com as mudanças, a SHC não precisou comprar mais um gerador para o horário de pico.

O gerador a diesel é mais poluente e utiliza combustível fóssil. O diretor explicou que, apesar de a solução ter sido boa no momento em que foi implantada, hoje o mercado de energia no Brasil está mais maduro. “A produção de energia elétrica de fonte renovável, nesse momento, foi a melhor opção em vez da compra de um terceiro gerador”, diz Cabral.

A decisão também diminuiu substancialmente a compra de combustível para os geradores existentes, que não precisam mais ser usados como antes. Agora, esses equipamentos são usados somente como backup.

 

Mercado Livre

No mercado livre de energia, empresas e instituições podem negociar os preços de acordo com seu perfil. Dessa forma, elas conseguem contratos e valores mais vantajosos do que o praticado no mercado cativo. O fornecimento físico de energia continua mantendo a mesma qualidade pelo sistema elétrico da distribuidora local. As empresas que ainda não estão no mercado livre de energia são consideradas consumidoras cativas. Isso significa que elas só compram energia da concessionária, o que não dá margem para negociação.

A iniciativa da diretoria de migrar para o mercado livre de energia faz parte de uma série de medidas de economia para a Hípica. Outra ação adotada é a troca das lâmpadas incandescentes das áreas comuns pelas de LED. “Também estamos sempre de olho no que o mercado oferece de novidades em economia e sustentabilidade para implantarmos no clube”, diz Cabral. Uma das alternativas estudadas é a implantação da produção de energia elétrica por meio de sistemas fotovoltaicos. Apesar de ainda serem caros para a implantação, os valores caem continuamente e, segundo ele, devem estar competitivos em curto espaço de tempo. “Por isso, a diretoria já está estudando quando e como começar o investimento”, completa.

 

 

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