A SHC recebeu a 4ª e última Etapa do Ranking de Atrelagem 2017, organizada pela diretoria de Atrelagem da CBH - Confederação Brasileira de Hipismo, em 26 de novembro. A modalidade é uma das mais charmosas dentre os esportes eqüestres.  FOTOS: HELENO CLEMENTE

Ana Carolina Borja de Almeida - uma da pioneiras do esporte no Brasil e diretora da modalidade na CBH - explica que o Ranking foi finalizado com a prova de Maneabilidade (Cones), nas categorias Infantil, Iniciante, Amador, Master e Profissional, que disputaram em single (um cavalo), parelha (dois cavalos) e quadra (quatro cavalos).

Sobre a modalidade

De origem grega, a Atrelagem nasceu como meio de transporte e se desenvolveu à época do Império Romano. Atingiu o apogeu no século XV, quando conquistou a realeza e aristocracia européia, ganhando status de modalidade esportiva com o surgimento do automóvel. Como esporte, nasceu inspirada no Concurso Completo de Equitação (CCE), com o objetivo de mostrar a versatilidade do condutor às rédeas de um ou mais cavalos atrelados a um “carro” (carruagem, trole, charrete etc).

Em 1970, quando competições já eram praticadas em mais de 20 países da Europa e América do Norte, a Atrelagem foi reconhecida como esporte pela Federação Equestre Internacional (FEI), que passou a promover provas de Adestramento, Maneabilidade/Cone e Maratona, além do Concurso Completo (composto pelas três provas).

As provas são separadas em categorias por idade e porte físico dos animais, divididas pelas classes de um animal (Single), dois (Parelha) e quatro animais (four-in-hand ou Quadra).

Não existe limite de idade para competir na Atrelagem Esportiva; homens e mulheres disputam em igualdade, seja como condutor ou groom (o auxiliar do condutor, que fica atrás do “carro” fazendo o contrapeso e dando equilíbrio).

 

Atrelagem no Brasil

A modalidade foi reconhecida oficialmente pela Confederação Brasileira de Hipismo (CBH) em dezembro de 2009. Na mesma época, surge a Associação Brasileira de Atrelagem (Abrat). Em 2011, a CBH promove o primeiro Campeonato Brasileiro de Atrelagem, aberto a todas as raças, além do primeiro ranking da modalidade no País. Desde então, a Atrelagem Esportiva tem apresentado resultados positivos, agregando ano a ano um número maior de competidores e raças - de pôneis aos pesados Bretões e Clydesdales -, e já reúne mais competidores em provas de Adestramento e Maneabilidade/Cones “do que o Chile e a  Argentina, países que há mais tempo praticam o esporte”, garante Ana Carolina Borja.

 

Tecnicamente, cavaleiros e cavalos têm evoluído gradualmente, muito em razão do investimento em clínicas e cursos. A aquisição de “carros” e arreios na Europa também contribuem para tal evolução. No entanto, "a maior dificuldade para uma evolução ainda maior reside na falta de mão de obra especializada para treinamento de condutores e cavalos", destaca a diretora de Atrelagem da CBH.

 

Fonte: Trote e Galope

 

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