2ª via de boleto
 

A Sociedade Hípica de Campinas e sua biodiversidade são surpreendentes.

Diversas espécies de animais habitam o clube. Entre elas, três espécies de tartarugas com hábitos aquáticos e semi aquáticos.

Cágado

O Cágado possui uma carapaça oval e achatada. Seu pescoço é bem mais longo do que as tartarugas. A coloração varia de marrom esverdeado ao cinza e geralmente a carapaça é contornada de amarelo. Os machos são menores do que as fêmeas. São muito ágeis na água e costumam ficar nas margens do lago de manhã e no final da tarde. Se alimentam basicamente de peixes sendo importantes para o equilíbrio do ecossistema.

Expectativa de vida: cerca de 40 anos

Comprimento: 35 a 40 cm

 

Tartaruga Tigre d'água brasileiro e Americano

São bastante avistadas nas caminhadas ao redor da lagoa. Existem duas espécies específicas que habitam a área, o tigre d'água americano ou de orelha vermelha e o tigre d'água brasileiro. As duas espécies são muito parecidas, porém apenas a espécie brasileira pode habitar este ecossistema. O problema é que o tigre d'água americano foi comercializado durante muitos anos em pet shops da cidade. Era comum serem vendidos como mini tartarugas, porém podem atingir até 30 cm, levando muita gente à soltar estes animais em lagos e rios da região e por ser um ambiente propício, com clima favorável, estes animais começaram a se reproduzir.

É importante ressaltar que o Ibama não permite a soltura de animais exóticos (de outros países) nos nossos biomas, pois acabam competindo por alimento e abrigo com animais da nossa fauna.

No clube temos acompanhado diversos destes animais, fazendo inclusive marcações no casco e colhendo exames. Os tigres d'água americanos são retirados e encaminhados para criadouros conservacionistas. Os brasileiros permanecem no lago do clube.

Desde agosto as duas espécies costumam sair da água e procurar locais com terra para desovar. Botam de 3 a 18 ovos que demoram de 60 a 120 dias para eclodir, dependendo do tempo e local onde é realizada a postura.

Após o nascimento, por instinto, os filhotes retornam para o lago, porém alguns podem encontrar algumas barreiras, como a guia da pista de cooper, podendo ocorrer alguns acidentes.

Temos acompanhado de perto as tartarugas, porém é impossível mapear todos os ninhos. Os funcionários de manutenção que cuidam da jardinagem estão instruídos sobre como devem proceder em caso de encontro com um filhote.

Pedimos a todos os associados que avisem o SAA ou algum funcionário da manutenção que estiver na área do lago caso encontrem um filhote, pois a identificação da espécie para o destino correto é importante para a manutenção e equilíbrio do local.

Atenciosamente,

 

Diogo Siqueira - Médico Veterinário

Diretoria de saúde e ambiente

 

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